Os Salmos e o Conselheiro Cristão

Morrendo de cansaço, faz uma leitura rápida de um salImagemmo antes de dormir. Leu a Bíblia. Dever cumprido. Quantas vezes já fiz isso! É provável que você também tenha de admitir experiência semelhante. Ignoramos a profundidade teológica dos salmos com uma atitude displicente de tratá-los apenas como “bonitos versos espirituais”.

Os salmos foram escritos para serem cantados, declamados, lidos e remoídos nas madrugadas frias ou na calada da noite de uma alma, nas horas festivas de coroações e casamentos e nos momentos de solidão de masmorra e morte. Ignoramos a dimensão do conhecimento da alma humana em face ao Deus eterno quando superficializamos a leitura ou mesmo a recitação dos Salmos.

Os Salmos expressam mais que uma esperança humana num deus distante: tratam mais de Deus do que com os homens, e apresentam o ponto de vista do próprio Deus sobre Ele mesmo, permitindo ao mesmo tempo que as pessoas expressem seus anseios, temores e dúvidas a um Deus presente, atuante, que se importa com os Seus e oferece resposta, intervindo na história humana.

Não existe seção da Bíblia que nos ensine melhor a linguagem da alma humana que os Salmos, pois refletem os movimentos do coração humano com linguagem rica, evocativa e até mesmo alarmante. Numa voz que perturba, convida e desnuda, o salmista nos atrai à voz de Deus.

Num ministério de ajuda às pessoas, seja de capelania, pastorado ou psicologia clínica, é imprescindível que o ajudador conheça a si mesmo e suas motivações pessoais tanto quanto a ciência que é seu instrumento de trabalho. Sua profissão é também seu ministério, o que torna o gabinete pastoral, o consultório ou o grupo terapêutico uma faca de dois gumes.

Quando estamos visitando uma pessoa que sabe que vai morrer, não adianta dizermos chavões como “Tenha fé em Deus” e nem “Eu sei o que você está passando”. Melhor é escutá-lo e, quando ele pedir, compartilhar a Palavra de Deus. Um irmão contava que o pai estava moribundo e todos visitavam-no com uma “palavra de ânimo” de que ele seria curado, mas ele lhe disse, “Filho, manda essa gente embora! Como é que a gente sente quando morre? Como saber se estou pronto e ter coragem de me entregar? Queria que todos vocês soubessem como sinto… como amo… como não sei… “

É aí que os salmos começam a penetrar o coração. Nas carências. Nas perguntas sem respostas. Nas frustrações ou sentimentos de que todos estão prontos para destrinchá-lo em pedaços! Ao moribundo o filho abriu os salmos e leu um, depois outro, depois outro… E viu-o partir resolvido.

pr.Ezequias Costa

email: pr.ezequias@terra.com.br

site: https://pastorezequias.com/

Fac: Ezequias Costa

Linkedin: Pastor Ezequias Costa

Anúncios

3 Comentários

  1. Lindo!

    Curtir

    • Marcos Borges

       /  4 junho, 2013

      Impactante do ponto de vista onde nunca havia pensado.
      Muito obrigado!

      Curtir

      • Pr. Ezequias Costa

         /  4 junho, 2013

        Amados, ha’ muito ainda por se fazer. DEUS os abencoe. pr. Ezequias

        Curtir

%d blogueiros gostam disto: