PERSEGUIDOS EM JERUSALÉM – ANUNCIANDO EM TODA A PARTE

saulo

 

Paulo Henrique de Oliveira Costa

 

A verdadeira Igreja de Cristo, de todas as épocas e de todos os lugares, nunca poderá perder de vista estas últimas palavras do Senhor Jesus, pouco antes de subir ao céu e desaparecer numa nuvem, diante dos olhos atentos dos seus discípulos, que ainda o acompanharam por 40 dias após a sua ressurreição:

“MAS QUANDO O ESPÍRITO SANTO DESCER SOBRE VOCÊS, ENTÃO RECEBERÃO PODER PARA TESTEMUNHAR COM GRANDE EFEITO AO POVO DE JERUSALÉM, DE TODA A JUDÉIA, DE SAMARIA, E ATÉ DOS CONFINS DA TERRA, A RESPEITO DA MINHA MORTE E RESSURREIÇÃO”. (Atos 1.8-9)
O cristianismo vencendo as barreiras culturais

Limitados à cidade de Jerusalém, onde os discípulos foram cobertos pela «unção do Espírito Santo», que é o poder especial para testemunhar, a Igreja crescia de 120… para 3.000… e para 5.000.
A primeira grande barreira a ser vencida foi a língua (conforme vimos no episódio da escolha dos diáconos). Agora, conviviam perfeitamente na igreja de Jerusalém, judeus que liam a Torah em hebraico e se comunicavam em aramaico, além de outros judeus e prosélitos, vindos de regiões remotas do império romano, que falavam apenas o grego.
Após a morte de Estevão, a perseguição aos cristãos encabeçada por Saulo de Tarso, dá início à grande dispersão do evangelho.

Atos 8.1-3
E também Saulo consentiu na morte de Estevão. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.
E uns homens piedosos foram enterrar Estevão, e fizeram sobre ele grande pranto.
E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.

Um relato especial sobre Filipe: «o evangelista»
Filipe fez que a igreja primitiva caminhasse dois passos importantes para frente. Primeiramente, ele pregou aos samaritanos, marcando o começo real da missão cristã a uma comunidade não-judaica (Atos 8.5-25). O segundo passo foi que Filipe batizou um gentio, o eunuco etíope que voltava para casa depois de ter ido adorar em Jerusalém (Atos 8.26-40).

Naqueles dias, um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém.
Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías.
Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”.
Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?”
O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém me explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele.

Nada havia de incomum numa pessoa estrangeira que visitasse Jerusalém com o objetivo de adorar (Isaías 56.3-8). Entretanto, aquele homem estava impedido de participar da religião judaica, por causa da lei de Moisés, ainda que desejasse converter-se (Deuteronômio 23.1). Mas a sua devoção era tão grande e sincera, que o encontramos de regresso a casa, aproveitando o tempo para ler o que poderia ter sido uma lembrança de sua visita, um rolo que continha parte do Antigo Testamento compilado pelos fariseus.
Este simples fato, o encontro de um evangelista «que anunciava a palavra por toda a parte» e um estrangeiro a caminho de casa, aparentemente de pequeno impacto sobre a Igreja, serviu para Lucas ilustrar o enfoque missionário do LIVRO DE ATOS. Mediante a conversão do etíope, o evangelho chegou “até os confins da terra”. Segundo a geografia antiga, a Etiópia (ou Abissínia), era considerada a fronteira mais longínqua ao Sul no mundo habitado.

Pastor Ezequias Costa
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