CURA INTERIOR: VOCÊ CONHECE??

download“Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados dos vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram” “Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” 1 Pedro 1.18-19

O processo de libertação interior ocorre quando a nossa vida é confrontada com a Palavra de Deus e concordamos com o veredicto que ela dá de nós mesmos, arrependendo-nos dos nossos feitos. A confissão traz o perdão, desmistifica o passado, permite-nos olhar para o Cordeiro com o coração cheio de gratidão e capacita-nos a exercer nosso ministério com coragem e amor.

A vida cristã é caracterizada por duas promessas básicas da parte do Senhor Jesus Cristo: vida eterna e vida abundante.

A primeira refere-se a qualidade de vida que, tendo recebida no ato da conversão, estende-se por toda a eternidade. Este caráter de perpetuidade, de continuidade permanente, é decorrente da implantação da natureza divina em nós.

Já vida abundante é a qualidade de vida que caracteriza-se por plena realização já nos dias de nossa existência. Ela é, como diz Paulo, cheia de justiça, paz e alegria no Espírito Santo, que torna a pessoa agradável a Deus e aceita pelos homens. (Rm 14:17,18)

Foi essa a verdade exposta por Jesus em João 10:10 “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”

Um dos segredos para experimentar essa abundância de vida está diretamente ligado ao processo de libertação interior, de libertação de traumas, enfim, do equacionamento do passado diante da Palavra de Deus.

Antes de aceitar a Jesus, Satanás minou seu coração das mais diferentes formas, esperando apenas o momento adequado para detonar essas bombas e derrubá-lo da fé.

Sua tática atua em duas esferas: destruir o ímpio enquanto ímpio, mediante procedimentos que contrariem as leis divinas, antecipando sobre ele o juízo de Deus. Ou então, utilizar-se desses mesmos recursos, de forma acusativa, para impedir que o cristão retome o terreno outrora ocupado.

E o processo de desmonte dessas armadilhas se faz mediante confissão para o recebimento de perdão.

Pode-se observar esse princípio na vida do apóstolo Pedro, registrado em Lc 22:31-34. Após acompanhar Jesus por três anos e meio, ele foi alertado pelo Senhor que Satanás havia pedido para cirandá-lo.

Era de se esperar que, em conformidade com a oração ensinada pelo Senhor, onde diz: “e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal…” (Mt 6:13), Jesus o livraria desta cilada.

Contudo sua oração intercessora foi: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.” Lc 22:32

Ou seja, ele foi alertado pelo Senhor que haveria um limite para este cirandar do Diabo: a manutenção de sua fé, e que só seria possível reverter sua situação mediante uma conversão específica.

Assim, se Satanás tinha meios para levar a frente seu propósito contra Pedro, por certo ele encontrara uma base legal para fazer esse pedido, pois está escrito em Provérbios 26:2:“Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voar, assim a maldição sem causa não encontra pouso”.

E essa causa estava na autoconfiança que Pedro tinha em si mesmo ao afirmar que ele jamais negaria a Jesus.

Sua convicção caiu por terra diante de uma criada, quando foi questionado se era discípulo de Jesus, ao que ele negou veementemente (Jo 18:17). E assim se sucedeu por três vezes. Nesta última, vendo que Jesus olhava para ele, lembrou-se de suas palavras e chorou amargamente arrependido pelo que fez (Lc 22:61,62).

Depois, após a ressurreição do Senhor, e tendo sido confrontado por Ele quanto sua atitude, por três vezes reafirmou seu amor, agora, confessando sua dependência em Cristo: “Senhor, tu sabes todas as cousas, tu sabes que eu te amo” Jo 21:17b

Tendo sua vida restaurada, ao descer o Espírito Santo sobre os discípulos, Pedro se levantou, e, com uma mensagem poderosa no Senhor, levou mais de três mil almas a se renderem a Cristo.

A grande verdade ilustrada por esse evento na vida de Pedro pode ser assim definido:pecado não confessado constitui-se base legal para Satanás cirandar o cristão.

Nestas circunstâncias resta ao Senhor Jesus permanecer na intercessão em prol do cristão pela manutenção de sua fé, pois somente com a conversão, ou seja, com a confissão para a remoção dessas pedras de tropeços, o cristão fica apto a fortalecer seus irmãos para que não sejam cirandados como ele foi.

É de se observar que o desejo do Senhor não é por uma fé vacilante, mas por uma vida de vitória em permanente comunhão com Ele: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.” (I Jo 1:7)

Colossenses 1:10: “para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus.”

 

Pr. Ezequias Costa

Email: pr.ezequias@terra.com.br

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Face: Ezequias Costa

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