A MÃO FORTE E A MÃO VAZIA

A mão forte e a mão vazia

Oswaldo Chirov

“Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, se não for obrigado por mão forte. Portanto, estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com todos os meus prodígios que farei no meio dele; depois vos deixará ir. E farei que os egípcios tenham boa vontade para com o povo, de modo que, quando vocês saírem, não sairão de mãos vazias. (Êxodo 3:19-21)

Quando se é escravo raramente a liberdade é conquistada graciosamente. Salvo nos casos de alforria, a liberdade tem um preço. Quando o escravo não pode pagar – o que geralmente acontece – alguém tem de pagar por ele.

Em algumas situações não há preço que compre a liberdade; ela só será possível se aquele que escraviza for subjugado por alguém superior e mais forte.

Jesus deixou isso claro: “Ou, como pode alguém entrar na casa do valente, e roubar-lhe os bens, se primeiro não amarrar o valente? e então lhe saqueará a casa” (Mateus 12:29).

Quando o povo de Israel era escravo no Egito Moisés chegou à conclusão que Faraó jamais libertaria o povo a não ser que fosse obrigado.

Quando tentamos ser livres por vontade própria o máximo que conseguimos é sair do Egito de mãos vazias. Ficamos no meio do processo, gozamos uma meia liberdade, vagando pelo deserto, fora do Egito é verdade, mas sem conhecer a Terra Prometida.

A maioria dos cristãos desconhece a verdadeira liberdade. Continua vagando pelo deserto de mãos vazias pois não se sujeita e não confia na mão forte do Senhor.

O homem não aceita que a mão poderosa de Deus atue em seu favor, por isso passa a vida de mãos vazias. Nasce, vive e morre sem ter alvos e objetivos, sem fazer diferença na vida de outros, sem ter um propósito que glorifique a Deus.

Satanás jamais permitirá a liberdade de alguém a não ser que seja obrigado, e é nesse ponto que entra a obra de Jesus na cruz para fazer a diferença. Referindo-se ao que Jesus conseguiu para nós com a sua morte Paulo não deixou dúvidas: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. (Col. 2:14-15)

De uma forma completa a obra de Jesus não apenas cancelou a imensa dívida que estava escriturada contra nós como também expôs ao desprezo nosso inimigo e sobre ele triunfou definitivamente.

A experiência do povo de Israel, sob a liderança de Moisés, em Êxodo capítulo 3 foi um tipo perfeito do que seria essa obra nas nossas vidas:

Satanás não tem como nos impedir – v. 20

Conseguimos graça diante dos inimigos para não sairmos de mãos vazias – v. 21

Saímos levando os despojos – v. 22

Percebemos que, nos dias de hoje, mais do que nunca, o ser humano tem buscado sua liberdade em tudo o que lhe é oferecido, de forma intensa, diríamos, desesperada. Esoterismo, nova era, filosofias orientais, reencarnação, astrologia, em rituais e religiões de todos os tipos. Tem retornado de sua busca, com o coração cheio de promessas, mas, invariavelmente, de mãos vazias. A julgar pelos acontecimentos mundiais dos últimos dias, pela violência e miséria que nos cercam, estamos experimentando involução em vez de evolução. O progresso é única e exclusivamente tecnológico; o amor, conforme predito por Jesus, está se esfriando em quase todos.

“Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima”. (Lucas 21:28)

A esperança do homem está em levantar a cabeça e aceitar a providência de Deus em Jesus Cristo. Aceitar a mão forte, ou, continuar de mãos vazias, e o que é pior: com o coração mais vazio ainda.

Pr. Ezequias Costa

email: pr.ezequias@terra.com.br

 

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