OS ESPECIALISTAS

OS ESPECIALISTAS

Antes de falar de especialistas, vou tratar do termo “leigo”. O termo “leigo” significa alguém que não é “especialista”. Nenhum leigo sonharia, por exemplo, em entrar num centro cirúrgico, pegar um bisturi e fazer a retirada de uma vesícula de um corpo anestesiado sobre a mesa de cirurgia…

Quando se trata de algo realmente importante, exigimos experiência, competência, conhecimento. E exigimos provas também – certificados, diplomas, uniformes, crachás e recomendações. Quando se trata de assuntos de muita seriedade, sempre queremos o melhor – o que significa que não se admite nenhum leigo.

Mas há um problema nisso tudo. À medida que a quantidade de informações aumenta, temos cada vez mais coisa para aprender, muito mais do que damos conta e, por isso, precisamos depender de terceiros – os especialistas – para saber o que está acontecendo e o que tudo aquilo significa.

A tecnologia se desenvolve, máquinas, motores e procedimentos vão ficando cada vez mais complexos, acima de nossa capacidade de lidar com eles. Por isso precisamos mais uma vez depender de terceiros – os especialistas – para manejar as ferramentas e consertar as máquinas.

Cada dia aumenta o número de coisas que não conhecemos e de coisas que não temos condições de fazer. À medida que o tempo passa, vamos precisando de mais especialistas só para dar conta das tarefas diárias, o que reforça nossa identidade de leigos e amadores…

Aqui vai meu testemunho pessoal. Meu primeiro carro foi um fusquinha ano 66. Eu mesmo conseguia consertá-lo quando precisava. Eu resolvia os problemas sem ter muita experiência em mecânica: trocava as velas, lixava o platinado, completava o óleo do motor…Aqueles carros eram fabricados para gente como eu. Hoje, se eu adquirir um Honda, nem sequer saberei abrir o capô do motor….

Assim, termino delegando aos especialistas os assuntos e providências relacionados com minha vida espiritual. Deixo de tratar diretamente com DEUS – afinal de contas sou um leigo…

É lógico que eu continuo me envolvendo no campo das atividades relacionadas com DEUS e conservo um razoável repertório de palavras e frases que uso para me referir a ELE, conforme orientação dos especialistas, mas faço tudo isso com um sentimento que me diminui, pois no fundo sei que apóstolos, bispos e pastores estão acima de mim nesses assuntos.

Em vez de seguir a JESUS, passo a seguir os especialistas em JESUS. Dentro de pouco tempo vou adquirir os hábitos de um consumidor em relação a DEUS, permitindo que terceiros me forneçam os produtos e serviços essenciais. Sou um consumidor de religião, é verdade, mas não deixo de ser um consumidor – e meu espírito fica profundamente desfigurado pela passividade.

Como você pode ver, abri meu coração. Abra você também o seu. Mande seu comentário.

Pr. Ezequias Costa
Email: pr.ezequias@terra.com.br
Site: http://pastorezequias.com

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