POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS?

MAL

POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS?

A existência do Mal no universo é o problema mais sério para aqueles que crêem em DEUS. Para o adorador sincero, o sofrimento e a dor que estão em nosso mundo trazem inquietação e perplexidade.

Chega a ser surpreendente que, num mundo com tantos sofrimentos, ainda existam pessoas que continuem acreditando num DEUS amoroso e bom. Alguns dizem que são esses sofrimentos que empurram o ser humano para a fé. Mas, a verdade é que apesar do Mal as pessoas ainda se apegam ao Criador.

Esse é o paradoxo do nosso mundo: um DEUS perfeito, bondoso, com poder ilimitado. Apesar disso tudo, observamos injustiças, desastres, tragédias e desgraças. (mais…)

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Estudo no Livro de Jó – Parte 20


Vitória e Restauração

(01) Estamos acostumados a associar o amor de DEUS às coisas boas que nos acontecem. Mas, isso pode nos levar a conclusões errôneas. Quando o nosso Redentor estava pendurado na cruz do Calvário, a multidão gritou: “Confiou em DEUS, pois que Ele venha livrá-lo agora, se de fato Ele lhe quer bem” (Mateus 27.43).
(02) Na opinião da multidão, o livramento de Jesus demonstraria que ele era justo e amado por DEUS. Sua morte, pelo contrário, provaria que DEUS não o amava, nem confirmava seus atos.
(03) O que aconteceu, então? Como sabemos DEUS não livrou Seu Filho. Em vez disso, Ele fez algo melhor. Através da morte na cruz e de sua ressurreição, DEUS providenciou a exaltação do Senhor Jesus e a redenção da humanidade. Assim podemos dizer que: Coisas ruins acontecem porque Deus pode usá-las para abençoar a quem ele ama.
(04) Sim, é verdade. DEUS sempre pode extrair coisas boas das tragédias. No caso de Jó, sua experiência no árido deserto das dores e das tribulações proporcionou-lhe crescimento e uma nova visão de DEUS.
(05) No capítulo final do livro, capítulo 42, nos versos 1 a 6, vemos que Jó alcança uma bela compreensão dos propósitos divinos. Ele levantou perguntas corajosas enquanto DEUS permaneceu em silêncio. Mas calou-se, humildemente, quando DEUS se pronunciou. Isso contribuiu para um notável desenvolvimento da fé de Jó.
(06) Em primeiro lugar, Jó entende que sua comunhão com DEUS não havia sido quebrada. Os sofrimentos pelos quais passou não indicavam pecado de sua parte, nem indiferença da parte do Senhor. DEUS e Jó continuavam a ser amigos. Os dois, DEUS e Jó, saíram da tragédia mais chegados do que antes.
(07) Em segundo lugar, Jó descobriu que os planos de DEUS não haviam sido frustrados. O Senhor havia proposto abençoar a vida de Jó e nada poderia impedir isso. Veja que DEUS faz TODAS AS COISAS – as acusações de Satanás, os absurdos da vida e até a falta de sensibilidade de seus amigos – concorrerem para o seu bem. Veja que Jó diz: “Nenhum dos Teus intentos pode ser frustrado”. Vamos ver também Jeremias 29.11 – “EU é que sei os pensamentos que EU tenho a vosso respeito; Pensamentos de Paz e não de mal, para vos dar Esperança e Futuro”.
(08) Em terceiro lugar, Jó reconhece que tinha ido longe demais em suas especulações sobre DEUS. Ele diz: “Falei de coisas muito profundas que eu NÃO conhecia” (Jó 42.3). O Senhor não nos censura por fazermos perguntas ou expressarmos nossas emoções. Mas não devemos permitir que isso nos cegue para a realidade. Uma coisa é questionar a DEUS. Outra coisa, bem diferente, é querer julgar a DEUS.
(09) Ao analisarmos o capítulo 42, os versos 7-8, vemos que o Senhor se volta agora para os amigos de Jó. Ele se dirige a Elifaz, o líder dos sábios e censura-o duramente. Com que surpresa Elifaz deve ter ouvido essas palavras! “Quer dizer que Jó, que nos chamamos de pecador, era na verdade o mais íntegro…”
(10) O erro dos amigos de Jó foi afirmar que o Senhor compra a lealdade das pessoas. Eles estavam cegos pela Doutrina da Retribuição e por seus ideais de Prosperidade. Assim, falaram de uma fé interesseira. Eles afirmaram que Jó era movido pela oportunidade de vantagens e não por amar a DEUS.
(11) Isso deve servir de lição para todos os que, HOJE, vivem mais preocupados em conquistar as bênçãos do Senhor do que em servi-LO fielmente (Jó 42. 9-15).

Estudo no Livro de Jó – Parte 19

A resposta de DEUS

(01) Nos capítulos 38 a 41, o Senhor fala a Jó e o ajuda a reencontrar ordem e significado para a sua vida. Mas, as palavras do Senhor não são aquelas que esperamos tanto para escutar. As palavras de DEUS são inesperadas e extraordinárias. Isso acontece por 3 razões:
(02) Deus não faz acusações. O Senhor não chega com uma lista de pecados. Os amigos de Jó imaginaram que havia uma lista de pecados, a lista seria verdadeira. E Jó achava que se essa lista aparecesse, ele poderia refutar todos. O fato de não aparecer a tal lista mostra que seus amigos estavam enganados. O sofrimento de Jó não era uma punição pelos seus pecados.
(03) Deus não dá explicações. Ele não menciona a conversa inicial com Satanás. Jó não ficará sabendo o que aconteceu no mundo espiritual. Não saberá das insinuações do Maligno. Não ficará sabendo da confiança demonstrada pelo Senhor. Não saberá da atuação de Satanás por trás de seus sofrimentos. DEUS não oferece nenhum POR QUE?
(04) Deus convida a reflexões. No lugar de aparecer com resposta, o Senhor vem carregado de perguntas (Jó 38. 4-7).
(05) O Senhor não comenta os problemas morais que Jó e seus amigos trataram. O Senhor fala do mundo natural: estrelas, ventos, cores, sons, plantas e animais. DEUS expõe a perfeição e o equilíbrio presentes na obra de Suas mãos. DEUS pergunta: “Você pode me explicar como eu faço tudo isso?”
(06) O Senhor leva Jó a enxergar as suas limitações: “Onde estavas tu…?” (Jó 38.4). Se Jó não tem condições de entender as realidades materiais, como poderá entender e explicar as coisas espirituais? Se não podemos compreender o que vemos como poderemos explicar o que não vemos? De forma amorosa, mas firme, o Senhor repreende o Seu servo e também censura aqueles que acham que o Senhor deveria governar o mundo de outra maneira (Jó 40.1-2 e 6-10).
(07) Uma grande resposta a esta questão foi dada pelo Senhor Jesus ao Apóstolo Pedro, acerca do futuro que nos está reservado (João 13.7).
(08) Será muito bom também meditar em Hebreus 11.6. Fé é a Confiança inabalável no caráter de DEUS. Ter fé é mais do que acreditar. É confiar a ponto de obedecer. Esta é uma condição indispensável para qualquer um que deseje caminhar com o Senhor.
(09) Ao confrontar Jó com as exigências da FÉ, DEUS não estava pedindo que acreditasse em algo absurdo. DEUS diz que Jó tinha elementos para crer na bondade do DEUS TODO-PODEROSO.
(10) Se desejamos servir ao SENHOR vamos conviver com o desconhecido (Salmo 34.8).
(11) Coisas ruins acontecem numa dispensação de amor e de poder.

Estudo no Livro de Jó – Parte 18


A resposta de Eliú
(01) Vamos recordar? Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?
  • A resposta de Satanás: PORQUE É UMA FORMA DE AFASTAR AS PESSOAS DE DEUS;
  • A resposta da mulher de Jó: PORQUE DEUS SIMPLESMENTE NÃO SE IMPORTA;
  • A resposta dos amigos de Jó: PORQUE AS PESSOAS MERECEM O MAL QUE RECEBEM. SÃO PECADORAS;
  • A resposta de Jó: PORQUE DEUS PODE FAZER O QUE ELE QUISER;

(02) Jó não tem mais nada a dizer. Declarou a sua inocência, assinou-a e agora aguarda que o Senhor se pronuncie. Para ele se houver o silêncio da parte de DEUS isso significa que Jó e seu raciocínio vai prevalecer. Jó conseguiu calar sua mulher, Satanás e seus 3 amigos. Conseguirá calar também a DEUS? (Jó 31.35-40)

(03) Quando tudo já parecia decidido, o desafio de Jó ao Senhor foi lançado, aparece uma interrupção: um jovem chamado Eliú aparece e afirma ter a resposta para o enigma do mal (Jó 32. 1-5).

(04) Eliú não aparece na introdução do livro de Jó, nem na conclusão. Caiu de paraquedas na história. Embora sua genealogia seja apresentada, não existe certeza acerca de suas origens. Uma das possibilidades é a sua descendência da família de Abraão (Gênesis 22.21). Uma outra possibilidade é ser natural da cidade de Buz (na Arábia, próxima à região que os historiadores acreditam ser a localização de Uz) – Jeremias 25.23.

(05) Ele afirma que: COISAS RUINS ACONTECEM PORQUE ESTA É UMA FORMA DE DEUS ENSINAR ALGO ÀS PESSOAS (Jó 33. versos 1, 8 a 14, 29 e 30). Ver também Salmo 119.67, 2 Coríntios 12.7. e Tiago 1.2-3.

(06) Eliú diz que Jó e seus 3 amigos haviam se concentrado no aspecto da dor como PUNIÇÃO pelo pecado. Eliú afirma que eles haviam esquecido a dor como ENSINO. Eliú muda o foco. No lugar de POR QUE? Ele fala do PARA QUE? Ele procura achar uma utilidade no sofrimento.

(07) Uma questão ainda fica em aberto: Porque Deus utiliza a dor e o sofrimento para nos ensinar alguma coisa? Deus não poderia utilizar outro recurso?

(08) “Quem não vem pelo amor vem pela dor” pode até ser um ditado verdadeiro, mas não se aplica a todas as pessoas. Não se aplicava a Jó. Veja que Eliú não solucionou o problema do Mal.

Estudo no Livro de Jó – Parte 17

Em busca da verdadeira sabedoria

(01) Até onde a razão humana pode ir? Somos seres racionais e temos sede de respostas. Mas até que ponto minha capacidade intelectual é uma ferramenta adequada para desvendar os mistérios sobrenaturais? Este é o assunto do capítulo 28 do livro de Jó, que pode ser dividido em 3 partes:
A pesquisa humana não pode alcançar a sabedoria (Jó 28. 1-13). Nossa busca de sabedoria é como a procura por pedras preciosas, como fazem os mineradores. Mas a coragem e a habilidade deles são notáveis para obterem diamantes. Porém não são suficientes para assegurar a sabedoria
A riqueza humana não pode comprar a sabedoria (Jó 28. 14-22). Não podemos comprar a sabedoria? A sabedoria é muita cara para ser comprada com os bens materiais. O dinheiro não compra o entendimento de: quem somos, de onde viemos, para onde vamos.
DEUS tem a verdadeira sabedoria (Jó 28. 23-28). Somente o Senhor, que criou o universo e firmou as suas leis possui TODO o conhecimento. É preciso estabelecer um relacionamento íntimo com o Criador. Ele é a própria essência da sabedoria.

(02) O temor do Senhor é o principio da sabedoria (Salmo 111.10 e Provérbios 9.10). Na Bíblia a sabedoria é vista como mostra de bom senso e santidade. Não como o resultado de um teste de Q.I. As respostas que atormentam Jó e também a nós só poderão ser encontradas no íntimo do nosso DEUS. Há a limitação humana e há também a sabedoria de DEUS. Todas as coisas (e não somente as coisas boas) cooperam para o bem daqueles que amam a DEUS (Romanos 8.28).

Estudo no Livro de Jó – Parte 16

O que faltou para Jó e seus amigos

(01) Jó diz a Bildade que de nada adianta apelar para a insignificância humana. Ele começa a exaltar a soberania de DEUS. Jó diz que o Senhor é tão grande quanto Bildade afirmou e mais ainda (Jó 26. 11-14).

(02) Jó diz ainda que não discorda inteiramente de seus amigos. Diz que a “Doutrina da Retribuição” (aqui se faz aqui se paga) não se aplica a todos os casos. Para o patriarca dizer que os maus nunca serão punidos seria fazer uma declaração falha (Jó 27. 13-17).

(03) Para o patriarca no nosso mundo coexistem, lado a lado, justiça e injustiça, lógica e absurdo, castigo e impunidade. Há ocasiões em que o Senhor cura e outras em que Ele não cura. Algumas vezes o Senhor livra e em outras vezes não livra (Jó 26. 10-14).

(04) A grande dificuldade de Jó e de seus 3 amigos é que eles tentavam resolver um problema para o qual lhes faltavam elementos . Um quebra-cabeça sem todas as peças. De que peças os 4 não possuíam?

  • Faltavam para Jó e seus amigos informações sobre Satanás. Eles desconheciam o fato de que existe uma força maligna operando no mundo. Eles atribuíam a DEUS tudo o que não tive uma explicação humana. Não devemos atribuir a DEUS iniciativas que não são dEle. O livre arbítrio significa que podem ocorrer coisas que DEUS não aprova. Mas Ele sempre pode usar isso.
  • Faltavam para Jó e seus amigos informações sobre a vida além túmulo. Eles acreditavam que a justiça de DEUS terminava do lado de cá do túmulo. Jó conseguiu expandir essa visão, numa fé admirável. Ele tem vislumbres da eternidade. Seus amigos não.
  • Faltavam para Jó e seus amigos informações sobre o ministério do Senhor Jesus. A morte de Jesus Cristo no Calvário para salvar a humanidade deu uma nova visão sobre a dor e o sofrimento. A morte de Jesus na cruz nos faz enxergar a profundidade do amor de DEUS. Também a morte de Jesus nos mostra que DEUS pode extrair bênçãos dos acontecimentos trágicos.

Conhecemos o que Jó e seus amigos não conhecem. Mas ainda não temos todos os detalhes. Existem coisas que não entendemos e outras que nos serão reveladas na Glória (1 Coríntios 13.12).

  • O que faltou aos amigos de Jó? FÉ. Os sofrimentos de Jó o estavam levando para mais perto de DEUS.

Estudo no Livro de Jó – Parte 15


Os amigos atacam. Jó se defende.

(01) Os ataques de Elifaz:

  • Ele diz a Jó: “A tua própria boca de condena e não eu” (Jó 15.6);
  • “Todos os dias o ímpio sofre tormentos, no curto número de anos que se reservam para o opressor” (Jó 15.20);

(02) Os ataques de Bildade:

  • São suas palavras a Jó: “A luz dos ímpios se apaga; a faísca do seu lar não resplandece; a luz se escurece nas suas tendas e a sua lâmpada ao lado dele se apaga” Jó 18.5 e 6;
  • “(O ímpio) é arrancado de sua tenda e é levado ao rei dos terrores” (Jó 18.14);

(03) Os ataques de Zofar:

  • Suas palavras a Jó: “O júbilo dos ímpios é breve e a alegria dos ímpios dura apenas um momento. Ainda que o seu orgulho suba até o céu, e a sua cabeça chegue até as nuvens, como o seu próprio ESTERCO apodrecerá para sempre” (Jó 20.5 a 7);

(04) Mas, JÓ continua aguardando a sua Redenção:

  • “Quem me dera fossem as minhas palavras escritas, que fosse gravadas num livro…” “Eu sei que o meu Redentor vive , e que por fim se levantará sobre a terra… E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a DEUS” (Jó 19. 23-27);
  • “Ah, se eu soubesse onde encontrá-lo! Então me chegaria ao Seu tribunal, exporia ante Ele a minha causa, e encheria a minha boca de argumentos” (Jó 23. 3-4);

(05) A Certeza que Jó tinha:

  • Jó tinha a certeza de possuir um Salvador. Ele tinha um amigo, o seu Redentor. Jó sabia que não estava sozinho, entregue à própria sorte. Ele tinha um relacionamento com o Criador. Jó o sentia distante, mas sabia que podia contar com o Seu auxílio.
  • Jó tinha a certeza de possuir um Salvador VIVO. Seu Redentor não estava morto, mesmo guardando silêncio. Podemos ver nesta passagem Jesus, o Redentor da humanidade. Podemos ver na fala de Jó uma referência a Jesus, o nosso Salvador, morte, ressurreição e sua volta?

Estudo no Livro de Jó – Parte 14

Os Debates

(01) Recordando

  • Jó tem o caráter íntegro e reto, desvia-se do mal e é temente a DEUS;
  • Sua mulher está ao seu lado;
  • Seus amigos estão do lado de DEUS;
  • Jó não sabe o que fazer a não ser proclamar a sua inocência;

(02) Os Amigos

  • Elifaz – Diz a Jó: “Não desprezes a disciplina do Todo-Poderoso” (Jó 5. 17-18);
  • Bildade – Diz a Jó: “Tuas palavras são como vento” (Jó 8. 1-3), insinua que os filhos de Jó tiveram o que mereciam (Jó 8.4) e diz que é preciso buscar a DEUS (Jó 8.5-6);
  • Zofar – “Jó, você é um tagarela. Fala demais” (Jó 11. 1-6);

(03) Jó declara sua inocência: “Quero defender-me diante de DEUS” (Jó 13.3-5 e 13. 22-24).

(04) Conclusão

  • Um hino de esperança pela nova vida, ainda que distante: Jó 14. 7-12.
  • Jó acreditava que, ainda depois de morto e estando no Sheol, DEUS o traria de volta à vida. Jó expressa sua esperança numa ressurreição pessoal, conforme o ensino do Novo Testamento, em 1 Cor. 15.20 e 1 Tess. 4.16-17.
  • Jó está baseado no sólido amor de DEUS por Seu povo, conforme Jó 14.15 – DEUS tem amor por aquilo e por aqueles que Ele criou.
  • Jó mostra aqui uma grande expressão de FÉ.

Estudo no Livro de Jó – Parte 13


O primeiro amigo – Elifaz

“Se alguém tentar falar contigo, ficarás enfadado? Quem, todavia, poderá conter as palavras?” (Jó 4. 2-6).

(01) A fala inicial de Jó, conforme cap. 3, foi um desabafo. Ele não estava cobrando explicações dos seus amigos. Ele não espera também que seus amigos possam ter alguma explicação para o seu sofrimento. Mas os seus amigos sentem que tem obrigação de responder o desabafo de Jó.
(02) Elifaz, o mais velho, é o primeiro a falar. Ele deseja ser o mais gentil possível. Ele fala respeitosamente. Pede que Jó não fique zangado com o que ele vai falar.
(03) Elifaz reconhece em Jó um homem religioso, mas repreende Jó porque não mostra a mesma calma que Jó recomendara às pessoas que aconselhava (“chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas…”)
(04) Em seguida esse amigo de Jó fala sobre a desgraça dos ímpios e as alegrias dos justos. Afirma a Jó que se ele esperar em DEUS verá a tempestade passar e o sol tornará a brilhar.
(05) Elifaz diz que talvez DEUS esteja repreendendo Jó por causa de alguma falha. Se for assim Jó deve controlar seu ímpeto. Deverá arrepender-se dos seus erros e assim será restaurado, curado, liberto.

Estudo no Livro de Jó – Parte 12


Sofrimento insuportável

“Disse Jó: Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: Foi concebido um homem! Converta-se aquele dia em trevas; e DEUS, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz. Reclamem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele as nuvens; espante-o tudo o que pode enegrecer o dia” (Jó 3. 2-5).

(01) PEREÇA O DIA EM QUE NASCI – Depois de ser atingido por uma doença pavorosa e deformadora, de ser abandonado em sua fé pela própria esposa, depois de passar semanas assentado sobre cinzas, no lixo, Jó finalmente se pronuncia.
(02) Agora temos a oportunidade de conhecê-lo melhor. Podemos ver a Jó não como um crente que não se abala, mas como um homem de carne e osso. É COMO UMA REPRESA QUE SE ROMPE. Seus sentimentos começam a jorrar.
(03) Com certeza foi o silêncio respeitoso dos amigos que deram coragem a Jó para abrir o coração. Depois, será que ele se arrependeu? Aqui vemos esse homem expressando suas emoções. Lamentou o fato de ter vindo ao mundo e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
(04) Jó deseja não ter nascido. Seu sofrimento é INSUPORTÁVEL. Isso faz desaparecer toda a alegria vivida antes. Essa alegria agora parece distante e uma ilusão. É COMO SE, DURANTE MUITOS ANOS, JÓ TIVESSE VIVIDO UMA FARSA. Ele acreditava que era feliz quando, em verdade, a desgraça aguardava uma oportunidade para ferir a ele.
(05) O maior desejo de Jó era gozar da presença e do favor de DEUS. Agora tinha acontecido toda aquela desgraça e parecia que DEUS o tinha abandonado. Ele não entende a razão de tudo aquilo. Era isso que ele temia: perder o relacionamento com seu DEUS. Mesmo assim, Jó não blasfemou contra DEUS; continuou orando ao Senhor e rogando a Ele por sua misericórdia e socorro. Veja Jó. 3.24-26 e Jó 6.8-9.

Estudo no Livro de Jó – Parte 11


Quem são os amigos de Jó

“Ouvindo os três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram cada um do seu lugar: Elifaz de Temam, Bildade, de Suã e Zofar da cidade de Naaman; e convidaram ir juntamente condoer-se dele e consola-lo. Sentaram-se com ele em terra 7 dias e sete noites; e ninguém lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande” (Jó 2. 11-13).

(01) “DEUS me proteja dos meu amigos porque os inimigos eu mesmo cuido”. Esta frase fala da decepção que muitas vezes temos com alguns dos nossos companheiros. Vejamos por exemplo o caso do Rei Davi relatado no Salmo 55, versos 4-6 e 12-14.
(02) É sempre mais fácil evitarmos os golpes daqueles que estão contra nós, declaradamente. É normal conservarmos nossos inimigos à distância. Quando sabemos que alguém deseja o nosso mal, assumimos atitudes de defesa e permanecemos atentos.
(03) Mas, se é um amigo que nos fere, somos pegos de surpresa. O desapontamento nos atinge quando estamos abertos e vulneráveis. Assim, a dor é muito maior. Às vezes nossos piores sofrimentos são causados por pessoas queridas que falham conosco. Foi isso o que aconteceu com Jó.
(04) As primeiras atitudes dos amigos de Jó foram notáveis. Eles mostraram que eram amigos de verdade. Provaram a sua lealdade acima de qualquer dúvida. Levaram solidariedade ao monte de cinzas.
(05) Essa iniciativa deve ter feito muito bem a Jó. Poder contar com os amigos fiéis ao seu lado, observando um silêncio respeitoso diante da sua dor, trouxe a ele um pouco de alívio. Mas as coisas não pararam por aí, infelizmente.
(06) Durante os dias em que ficaram calados, os amigos de Jó começaram a meditar nas coisas que estavam acontecendo. Eles desenvolveram as suas próprias teorias, para explicar o sofrimento desse homem. Finalmente chegaram a uma conclusão. Essa conclusão vai machucar Jó muito mais do que tudo o que lhe acontecera até o momento. COISAS RUINS ACONTECEM PORQUE AS PESSOAS FAZEM POR MERECÊ-LAS!

Estudo no Livro de Jó – Parte 10


“A resposta dos amigos de Jó”

Jó 2. 11-13 e Jó 3. 17-19

(01) A notícia dos sofrimentos de Jó correu por nações vizinhas. Os três se encontram e seguiram juntos para a terra de Jó. Queriam levar algum conforto ao companheiro em dificuldades.
(02) Viram Jó ao longe, desfigurado, e mal puderam acreditar. E começaram a chorar. Rasgaram as suas vestes e cobriram a sua cabeça com terra. Aflitos, aproximaram-se e sentaram-se ao lado de Jó no depósito de lixo. Permaneceram em silêncio 7 dias e 7 noites. Não sabiam o que dizer.
(03) Amigos de verdade eles provaram a sua lealdade. Isso deve ter feito muito bem a Jó. Ele pode contar com os amigos fiéis ao seu lado, em silêncio respeitando a sua dor.
(04) Finalmente chegaram a uma conclusão que poderia machucar Jó. A opinião dos amigos era: COISAS RUINS ACONTECEM PORQUE AS PESSOAS FAZEM POR MERECÊ-LAS.
(05) Naquele tempo as pessoas pouco sabiam a respeito do céu e do inferno, das recompensas eternas ou do juízo final. Mesmo no tempo de Jesus havia um grupo de pessoas que não acreditava na vida após a morte: os saduceus (veja Lucas 20. 27-40).
(06) Nos tempos de Jó as pessoas acreditavam que todos, depois da morte, iam para uma caverna subterrânea chamada SHEOL (Jó 3. 17-19). Não alimentavam esperanças com relação ao futuro. Assim, se DEUS fosse fazer justiça deveria fazer isso enquanto estavam vivos.
(07) Já que todos eram iguais no túmulo, o pensamento era que todos os atos das pessoas deveram ser punidos ou recompensados em vida aqui na terra.
(08) Esse pensamento dos antigos levam os amigos de Jó a seguinte conclusão: Jó era, na verdade um grande pecador. Por trás de uma fachada de santidade, ele havia ocultado uma vida inteira de ações e pensamentos maus. Agora o braço de DEUS o havia alcançado.
(09) Hoje muitos fazem assim quando lêem a história deste homem. Procuram falhas em Jó para justificar seus sofrimentos. Inventam toda sorte de acusações contra ele. Por exemplo:

  • Não era dizimista;
  • Religiosidade só de aparência;
  • O medo de ficar pobre estava atormentando a Jó;
  • Deus está pesando sua mão;

Jó não era perfeito, mas não havia nenhuma falta para justificar seus sofrimentos. Nem todo sofrimento pode ser explicado como castigo de DEUS.
(10) Aprendemos aqui que, quando estamos diante de uma pessoa aflita e atribulada, o melhor que podemos fazer é ficar quieto. Sofrer junto não quer dizer falar, falar, falar… Carinho, compreensão falam mais alto que 1000 palavras. Posso oferecer um sorriso, uma lágrima, um abraço, uma oração. Esses atos vão mostrar à pessoa que sofre que ela não está sozinha.

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